A Dança de Salão chegou ao Brasil junto com a corte de D. João VI e se mantém até hoje como prática de lazer.
O crescente número de escolas, academias, clubes e outras instituições que oferecem aulas da modalidade, assim como a constatação de qualidades culturais, sociais e terapêuticas que contribuem na melhoria da qualidade de vida dos praticantes evidencia a presença, consistência e apelo desta atividade.
A permanência da Dança de Salão em nossa sociedade ao longo dos anos deve-se essencialmente à persistência de diferentes profissionais que, mesmo agindo isoladamente, mantiveram viva essa arte.
Este trabalho, de valor inestimável, foi árduo, cheio de dificuldades e do enfrentamento de preconceitos e estereótipos – e deve ser preservado.
Para isso há lacunas a preencher, em especial, questões como o reconhecimento da dança de salão como arte, lazer, atividade física e terapia.
A sociedade em geral ainda não tem ciência de sua real atuação e representatividade nessas áreas.
Embora faça parte da história cultural de nosso povo, a atividade não é conhecida em sua plenitude.
A Dança de Salão se diferencia por não estar confinada às categorias de atividades de exercício físico, embora esteja interligada ao processo educacional nas áreas inter-relacionadas à Saúde, Educação do Movimento/Segurança, Lazer, Danças e Atividades ao ar livre.
O aspecto lúdico e artístico da dança a dois a torna única e isso precisa ser difundido.